Mais do que apresentar novos equipamentos, a Feimec 2026 ajudou a revelar uma mudança importante no modo como a indústria brasileira vem se relacionando com a automação. O interesse já não está concentrado apenas em conhecer tecnologias: as perguntas que mais importaram durante a feira foram práticas — como programar, quanto tempo leva para implementar, em quais processos a solução pode ser aplicada e que tipo de ganho ela entrega à operação.
Números e temas da edição
Realizada entre 5 e 9 de maio de 2026, em São Paulo, a feira reuniu mais de 70 mil visitantes e mais de 1.100 marcas expositoras. A programação oficial colocou em evidência temas como automação avançada, robótica colaborativa, inteligência artificial na manufatura, digital twins e intralogística.
- Robôs colaborativos deixaram de ser tratados como promessa distante e passaram a ser discutidos a partir de aplicações concretas no chão de fábrica;
- Digital twins e IA na manufatura ganharam espaço central na agenda competitiva;
- As discussões migraram da “vitrine” para a implementação: prazos, programação e retorno sobre o investimento.
Investimentos em alta
O contexto ajuda a explicar o movimento: segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 56% das empresas industriais brasileiras pretendem investir em 2026, sendo que 31% desses aportes correspondem a novos projetos.
Para quem projeta ou opera sistemas de automação, o recado da Feimec 2026 é direto: o mercado quer tecnologia aplicada, com prazo, método e resultado mensurável.
Fonte: CIMM.
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